O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), prepara o lançamento da segunda fase do projeto Cidade Limpa. Depois de propor uma nova legislação municipal para combater a poluição visual na Cidade, Kassab vai lançar uma ofensiva para combater a poluição do ar.
O prefeito lançou a idéia ao participar de uma palestra no Conselho das Américas, em Nova York (EUA). Kassab disse que pretende adotar ‘medidas amargas’, reduzindo em 30% a poluição do ar em São Paulo num período de dois a três anos. ‘No que diz respeito à poluição do ar, ainda estamos na Idade da Pedra’, ressaltou o prefeito.
Vilã da poluição do ar na Capital, a emissão de gases poluentes pela frota de ônibus e caminhões já é alvo de um projeto batizado como ‘Ar Limpo’ pela Secretaria Municipal de Transportes. A Prefeitura diz que não possui instrumentos legais para exigir a inspeção veicular da frota que circula na Cidade, mas encontrou na regulamentação das atividades do transporte público e do transporte de cargas a exigência para combater e reduzir a emissão de gases poluentes.
Uma equipe técnica da secretaria desenvolve um programa de análise de alternativa energética para a frota de 15 mil ônibus, que já obriga na renovação da frota municipal a instalação de motores com a emissão de gases de acordo com o padrão europeu. De acordo com o secretário Frederico Bussinger, a obrigatoriedade já rendeu benefícios para a qualidade do ar na cidade, pois os 1.400 ônibus renovados com novos motores no ano passado significaram 600 toneladas a menos no ano despejadas de gases poluentes particulados (fumaça preta prejudicial à saúde).
Os caminhões antigos, desregulados e sem condições de segurança que circulam na cidade também serão alvo do projeto ‘Ar Limpo’. A Prefeitura baixou no início do mês um decreto de carga urbana, estabelecendo novos parâmetros para a transporte, carga e descarga de caminhões no Centro.
A frota de caminhão circulante na região, estimada em 10 mil veículos, terá de passar por uma inspeção veicular para conseguir o cadastro. ‘Vamos exigir anualmente a inspeção ambiental e de segurança. Quem não fizer a inspeção será multado ao fazer o transporte de carga na região do centro’, disse Bussinger. Os parâmetros de emissão de poluentes passam a vigorar a partir de maio do próximo ano para caminhões mais leves e a partir de 2010 para os mais pesados.
Depois de falar na segunda-feira para executivos e ambientalistas no Conselho das Américas e encontrar representantes de bancos, o prefeito se reuniu com o ex-presidente norte-americano, Bill Clinton, que anunciou um programa para reduzir a emissão de gases-estufa em 15 cidades, incluindo São Paulo. O primeiro programa tratará da ineficiência de edifícios que perdem energia em iluminação e ar-condicionado.
Fonte: http://mauricius.wordpress.com/tag/aquecimento-global/
sábado, 19 de maio de 2007
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Energy Globe Awards - Brasil, KD vc?
Cinco projetos desenvolvidos em diferentes pontos do planeta em resposta aos desafios do aquecimento global foram premiados no Energy Globe Awards, em uma cerimônia na qual estiveram presentes, entre outras personalidades, o ator americano Martin Sheen.
Os prêmios –concedidos nas categorias Terra, Água, Ar, Fogo e Juventude– foram entregues em uma cerimônia realizada na quarta-feira à noite no Parlamento Europeu, e os vencedores foram projetos desenvolvidos, respectivamente, no Quênia, nos Estados Unidos, no Vietnã, na Índia e na África do Sul.
O primeiro lugar na categoria Terra foi oferecido a uma iniciativa queniana que utiliza a energia solar para secar alimentos. Entre as frutas e verduras produzidas no país, cerca de 35% são perdidas a cada ano, devido à falta de mecanismos para sua adequada conservação.
Na categoria Água, o prêmio foi para um projeto americano de sistema de tratamento eficiente para recursos hídricos. O método utiliza um filtro especial de plástico reciclado que permite obter água potável a partir de águas residuais.
Para o prêmio na categoria Ar, a escolhida foi uma iniciativa para a criação, no Vietnã, de pequenas centrais de biogás que ajudarão a reduzir as emissões anuais de CO2.
O prêmio da categoria Fogo foi entregue a um projeto para a construção de 16 mil casas com painéis solares na Índia. O processo conta com o apoio da Dinamarca e levaria quatro anos para ser concluído.
Por último, o projeto vencedor na categoria Juventude foi um novo modelo de casa na África do Sul. Graças à energia solar, seu interior mantém uma temperatura estável de 20 ºC independentemente do clima externo, através de um sistema natural de ar-condicionado.
Mais de 700 projetos de 96 países foram apresentados à banca do concurso.
Estiveram presentes na cerimônia Waris Dirie, embaixadora da Boa Vontade da ONU, e Maneka Gandhi, ex-ministra do Meio Ambiente da Índia.
Os prêmios foram criados há nove anos pelo especialista em ambiente austríaco Wolfgang Neumann, e são os mais importantes e reconhecidos entre os prêmios concedidos no âmbito do meio ambiente. Seu objetivo é informar o público sobre projetos sustentáveis.
http://mauricius.wordpress.com/tag/aquecimento-global/
Já imaginaram se o Brasil entrasse nesse concurso!?!? beijos a todos,Ivna
Os prêmios –concedidos nas categorias Terra, Água, Ar, Fogo e Juventude– foram entregues em uma cerimônia realizada na quarta-feira à noite no Parlamento Europeu, e os vencedores foram projetos desenvolvidos, respectivamente, no Quênia, nos Estados Unidos, no Vietnã, na Índia e na África do Sul.
O primeiro lugar na categoria Terra foi oferecido a uma iniciativa queniana que utiliza a energia solar para secar alimentos. Entre as frutas e verduras produzidas no país, cerca de 35% são perdidas a cada ano, devido à falta de mecanismos para sua adequada conservação.
Na categoria Água, o prêmio foi para um projeto americano de sistema de tratamento eficiente para recursos hídricos. O método utiliza um filtro especial de plástico reciclado que permite obter água potável a partir de águas residuais.
Para o prêmio na categoria Ar, a escolhida foi uma iniciativa para a criação, no Vietnã, de pequenas centrais de biogás que ajudarão a reduzir as emissões anuais de CO2.
O prêmio da categoria Fogo foi entregue a um projeto para a construção de 16 mil casas com painéis solares na Índia. O processo conta com o apoio da Dinamarca e levaria quatro anos para ser concluído.
Por último, o projeto vencedor na categoria Juventude foi um novo modelo de casa na África do Sul. Graças à energia solar, seu interior mantém uma temperatura estável de 20 ºC independentemente do clima externo, através de um sistema natural de ar-condicionado.
Mais de 700 projetos de 96 países foram apresentados à banca do concurso.
Estiveram presentes na cerimônia Waris Dirie, embaixadora da Boa Vontade da ONU, e Maneka Gandhi, ex-ministra do Meio Ambiente da Índia.
Os prêmios foram criados há nove anos pelo especialista em ambiente austríaco Wolfgang Neumann, e são os mais importantes e reconhecidos entre os prêmios concedidos no âmbito do meio ambiente. Seu objetivo é informar o público sobre projetos sustentáveis.
http://mauricius.wordpress.com/tag/aquecimento-global/
Já imaginaram se o Brasil entrasse nesse concurso!?!? beijos a todos,Ivna
Virtual ajudando a entender o Real !!!
Jogo de combate a aquecimento global ensina conceitos de química da Folha OnlineProfessores da Universidade Purdue, em Indiana (EUA), inventaram um videogame de combate contra forças do mal, como alienígenas, que querem destruir a Terra com o aquecimento global. O objetivo por trás do jogo é ajudar estudantes a aprenderem química. O personagem do jogo enfrenta desafios baseados em conceitos de química para destruir um reator nuclear e salvar o planeta.O jogo foi elaborado por Carlos Morales, professor-assistente de tecnologia da computação gráfica, e Gabriela Weaver, professora-assistente de educação química e fisioquímica, junto com estudantes de tecnologia de jogos e simulações.Segundo Morales, os estudantes guardam melhor as informações quando aplicam o que aprendem.Verdadeiros culpadosNo mundo real, porém, os grandes culpados são as diversas atividades humanas que emitem gases de efeito estufa e levam ao aquecimento global. Um relatório divulgado em fevereiro pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, na sigla em inglês), da ONU, afirmou que há pelo menos 90% de certeza de que atividades humanas que levam à emissão de gases de efeito estufa são responsáveis pelas mudanças climáticas.Nesta sexta-feira, o IPCC divulgou o segundo relatório sobre os efeitos do aquecimento global, que prevê secas, elevação do nível do mar, derretimento de geleiras e o desaparecimento de 30% das espécies do planeta
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21924.shtml - 06/04/07
Beijos a todos, Ivna
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21924.shtml - 06/04/07
Beijos a todos, Ivna
domingo, 18 de março de 2007
Abril lança projeto Planeta Sustentável

Primeira fase do plano conta com três cotas de patrocínio e três de apoio
A Editora Abril lançou nesta terça-feira, dia 23, o projeto publicitário Planeta Sustentável, que vai mobilizar 54 revistas, 31 sites e suscitar a realização de dois fóruns em torno da discussão sobre a salvação da Terra. Gestado nos últimos seis meses, a partir de um contato do publicitário Luiz Lara com executivos da empresa, o plano possui três cotas de patrocínio - de R$ 5,5 milhões cada - e três de apoio - a R$ 2 milhões cada. O Banco ABN Real e a CPFL - ambas atendidas pela Lew, Lara - já são, respectivamente, patrocinador e apoiador.
Esse valor é válido para a primeira fase do projeto, que está prevista para durar um ano, a partir de abril. A exposição da marca não seguirá o padrão tradicional. Os cotistas terão direito a colocar sua marca num manifesto pela sustentabilidade que vai anteceder todas as reportagens das revistas da Abril que tocarem no assunto - o que inclui desde a Veja até a revista Recreio, voltada ao público infantil. Estão previstas 339 inserções dessa página de abertura.
Além disso, os patrocinadores poderão ocupar páginas duplas com conteúdo informativo produzido pela própria Abril e adequados à sua mensagem institucional - o material tem o formato parecido com o de um informe publicitário, mas ao invés de falar sobre a empresa, enfoca questões de meio-ambiente.
O tema está em voga. O documentário Verdade Inconveniente, do ex-vice presidente dos Estados Unidos, Al Gore, é um grande sucesso global. A mídia também já despertou para o tema há algum tempo, especialmente quando ocorrem as catástrofes provocadas pelo aquecimento global. A própria Abril está compilando as reportagens que já publicou para alimentar o site do projeto, que terá o conteúdo todo aberto.
Também será formado um Conselho com grandes personalidades ligadas ao tema, como o arquiteto e político Jaime Lerner e o geógrafo Aziz Ab'Saber, para orientar os trabalhos - embora a Abril garanta que seus veículos terão independência editorial para abordar a questão da sustentabilidade.
A Editora Abril lançou nesta terça-feira, dia 23, o projeto publicitário Planeta Sustentável, que vai mobilizar 54 revistas, 31 sites e suscitar a realização de dois fóruns em torno da discussão sobre a salvação da Terra. Gestado nos últimos seis meses, a partir de um contato do publicitário Luiz Lara com executivos da empresa, o plano possui três cotas de patrocínio - de R$ 5,5 milhões cada - e três de apoio - a R$ 2 milhões cada. O Banco ABN Real e a CPFL - ambas atendidas pela Lew, Lara - já são, respectivamente, patrocinador e apoiador.
Esse valor é válido para a primeira fase do projeto, que está prevista para durar um ano, a partir de abril. A exposição da marca não seguirá o padrão tradicional. Os cotistas terão direito a colocar sua marca num manifesto pela sustentabilidade que vai anteceder todas as reportagens das revistas da Abril que tocarem no assunto - o que inclui desde a Veja até a revista Recreio, voltada ao público infantil. Estão previstas 339 inserções dessa página de abertura.
Além disso, os patrocinadores poderão ocupar páginas duplas com conteúdo informativo produzido pela própria Abril e adequados à sua mensagem institucional - o material tem o formato parecido com o de um informe publicitário, mas ao invés de falar sobre a empresa, enfoca questões de meio-ambiente.
O tema está em voga. O documentário Verdade Inconveniente, do ex-vice presidente dos Estados Unidos, Al Gore, é um grande sucesso global. A mídia também já despertou para o tema há algum tempo, especialmente quando ocorrem as catástrofes provocadas pelo aquecimento global. A própria Abril está compilando as reportagens que já publicou para alimentar o site do projeto, que terá o conteúdo todo aberto.
Também será formado um Conselho com grandes personalidades ligadas ao tema, como o arquiteto e político Jaime Lerner e o geógrafo Aziz Ab'Saber, para orientar os trabalhos - embora a Abril garanta que seus veículos terão independência editorial para abordar a questão da sustentabilidade.
Fonte: Meio & Mensagem
Gerenciamento de resíduos na indústria gráfica
Os últimos anos tem aumentado significativamente a preocupação das empresas com a preservação do meio ambiente, em função de uma série de exigências como cumprimento da legislação, desenvolvimento sustentável, proteção ao mercado interno e consumidores cada vez mais exigentes.
As questões ambientais vêm prevalecendo nas estratégias para tomada de decisões no âmbito técnico, tecnológico e industrial. Já existe uma tendência internacional de avaliação do ciclo de vida dos produtos, prevenção da poluição e redução de resíduos na fonte.
Dentro desse contexto, é necessário que as empresas identifiquem os resíduos gerados dentro dos seus processos, qualifique-os quanto ao seu grau de risco e contaminação do meio ambiente, transportando e destinando-os de maneira adequada, quando possível sugerindo opções de reciclagem, diminuição de resíduos gerados, eliminação de desperdícios, documentação do que acontece com os resíduos se eles não forem destinados de maneira correta, estabelecendo uma política de gestão ambiental que garanta uma forma correta de trabalhar e proceder.
O objetivo desse artigo é propiciar informações que auxiliem o gerenciamento dos resíduos no ramo gráfico.
Conceituação
Resíduos são os resultados de processos de diversas atividades da comunidade de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e ainda da varrição pública. Ficam incluídos nessa definição tudo o que resta dos sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d’água, ou aqueles líquidos que exijam para isso soluções técnicas e economicamente viáveis de acordo com a melhor tecnologia disponível. Existem basicamente três tipos de resíduos:
1. Emissões atmosféricas
- Gases resultantes da queima de óleo e outros combustíveis
- Vapores de água, de ácidos e de outras substâncias voláteis
2. Efluentes líquidos
- Substâncias dissolvidas em água ou em outros solventes
3. Resíduos sólidos
- Embalagens descartadas
- Peças defeituosas
- Latas de tinta usada
- Aparas
Esses resíduos são classificados conforme a NBR 10.004 em:
Classe I – Resíduos perigosos: são aqueles que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposição especiais em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.
Classe II – Resíduos que não se enquadram nas classes I e III, e que têm propriedades como combustibilidade e biodegrabilidade. São basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico.
Classe III — Resíduos inertes: são aqueles que, ao serem submetidos aos testes de solubilização (NBR-10.007), não têm nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água.
Gerenciamento de resíduos
Após a determinação dos tipos e classes dos resíduos gerados, a empresa deverá identificá-los e quantificá-los. Além disso, deverá realizar o estudo de aspecto e impacto ambiental, bem como os riscos ocupacionais envolvidos e executar um programa de minimização dos resíduos mais nocivos para o homem e meio ambiente. Para melhor compreensão do gerenciamento de resíduos, a tabela abaixo apresenta exemplos de sua identificação em duas etapas do processo de impressão offset.
Após a identificação e quantificação dos resíduos, pode-se utilizar a seguinte estratégia:
- Reduzir o desperdício
- Reutilizar sempre que possível
- Reciclar o resíduo produzido e pesquisar alternativas de destinação ecologicamente corretas
- Recuperar energia
- Disposição em aterro (última opção)
Deve-se também priorizar a redução dos resíduos na fonte, o que pode ser feito de duas maneiras:
Escolha do local de estocagem
- O local deve ser escolhido de modo a minimizar ou até evitar impacto ambiental e problemas com a vizinhança.
- Locais com riscos de acidentes devem ser descartados (tráfego interno, ocorrência de curtos-circuitos ou fenômenos naturais como chuvas intensas, erosão, inundação, recalques e tremores de terra).
Segregação
- Manter separados resíduos que possam reagir entre si, evitando explosões e liberação de calor ou gases tóxicos.
- Controlar os materiais estocados identificando o tipo, a procedência, as quantidades e a movimentação.
- Registrar os acidentes e tomar providências quanto a vazamentos e danificação de recipientes.
Transportar resíduos para fora da empresa
- A empresa geradora deve obter o Cadri – Certificado de Aprovação de Destinação de Resíduo Industrial (emitido pela Cetesb) para poder destinar os seus resíduos.
- A empresa de destinação deve:
- Atender às exigências do órgão ambiental estadual (Cetesb).
- Possuir equipamentos adequados para o transporte.
- Utilizar somente locais autorizados pelo referido órgão.
- Acondicionar e identificar corretamente os resíduos.
Conclusão
A empresa que se preocupa em gerenciar os resíduos provenientes dos seus processos evita multas de órgãos fiscalizadores. O gerenciamento de resíduos auxilia a empresa a conhecer e controlar melhor todas as etapas do processo, aumentando a produtividade. Além de diminuir significativamente os custos com resíduos, ele ainda gera receita extra com a venda para reciclagem dos materiais, beneficiando indiretamente clientes e funcionários.
Texto de Enéias Nunes da Silva - Técnico de ensino da Escola Senai Theobaldo de Nigris
As questões ambientais vêm prevalecendo nas estratégias para tomada de decisões no âmbito técnico, tecnológico e industrial. Já existe uma tendência internacional de avaliação do ciclo de vida dos produtos, prevenção da poluição e redução de resíduos na fonte.
Dentro desse contexto, é necessário que as empresas identifiquem os resíduos gerados dentro dos seus processos, qualifique-os quanto ao seu grau de risco e contaminação do meio ambiente, transportando e destinando-os de maneira adequada, quando possível sugerindo opções de reciclagem, diminuição de resíduos gerados, eliminação de desperdícios, documentação do que acontece com os resíduos se eles não forem destinados de maneira correta, estabelecendo uma política de gestão ambiental que garanta uma forma correta de trabalhar e proceder.
O objetivo desse artigo é propiciar informações que auxiliem o gerenciamento dos resíduos no ramo gráfico.
Conceituação
Resíduos são os resultados de processos de diversas atividades da comunidade de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e ainda da varrição pública. Ficam incluídos nessa definição tudo o que resta dos sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d’água, ou aqueles líquidos que exijam para isso soluções técnicas e economicamente viáveis de acordo com a melhor tecnologia disponível. Existem basicamente três tipos de resíduos:
1. Emissões atmosféricas
- Gases resultantes da queima de óleo e outros combustíveis
- Vapores de água, de ácidos e de outras substâncias voláteis
2. Efluentes líquidos
- Substâncias dissolvidas em água ou em outros solventes
3. Resíduos sólidos
- Embalagens descartadas
- Peças defeituosas
- Latas de tinta usada
- Aparas
Esses resíduos são classificados conforme a NBR 10.004 em:
Classe I – Resíduos perigosos: são aqueles que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposição especiais em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.
Classe II – Resíduos que não se enquadram nas classes I e III, e que têm propriedades como combustibilidade e biodegrabilidade. São basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico.
Classe III — Resíduos inertes: são aqueles que, ao serem submetidos aos testes de solubilização (NBR-10.007), não têm nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água.
Gerenciamento de resíduos
Após a determinação dos tipos e classes dos resíduos gerados, a empresa deverá identificá-los e quantificá-los. Além disso, deverá realizar o estudo de aspecto e impacto ambiental, bem como os riscos ocupacionais envolvidos e executar um programa de minimização dos resíduos mais nocivos para o homem e meio ambiente. Para melhor compreensão do gerenciamento de resíduos, a tabela abaixo apresenta exemplos de sua identificação em duas etapas do processo de impressão offset.
Após a identificação e quantificação dos resíduos, pode-se utilizar a seguinte estratégia:
- Reduzir o desperdício
- Reutilizar sempre que possível
- Reciclar o resíduo produzido e pesquisar alternativas de destinação ecologicamente corretas
- Recuperar energia
- Disposição em aterro (última opção)
Deve-se também priorizar a redução dos resíduos na fonte, o que pode ser feito de duas maneiras:
Escolha do local de estocagem
- O local deve ser escolhido de modo a minimizar ou até evitar impacto ambiental e problemas com a vizinhança.
- Locais com riscos de acidentes devem ser descartados (tráfego interno, ocorrência de curtos-circuitos ou fenômenos naturais como chuvas intensas, erosão, inundação, recalques e tremores de terra).
Segregação
- Manter separados resíduos que possam reagir entre si, evitando explosões e liberação de calor ou gases tóxicos.
- Controlar os materiais estocados identificando o tipo, a procedência, as quantidades e a movimentação.
- Registrar os acidentes e tomar providências quanto a vazamentos e danificação de recipientes.
Transportar resíduos para fora da empresa
- A empresa geradora deve obter o Cadri – Certificado de Aprovação de Destinação de Resíduo Industrial (emitido pela Cetesb) para poder destinar os seus resíduos.
- A empresa de destinação deve:
- Atender às exigências do órgão ambiental estadual (Cetesb).
- Possuir equipamentos adequados para o transporte.
- Utilizar somente locais autorizados pelo referido órgão.
- Acondicionar e identificar corretamente os resíduos.
Conclusão
A empresa que se preocupa em gerenciar os resíduos provenientes dos seus processos evita multas de órgãos fiscalizadores. O gerenciamento de resíduos auxilia a empresa a conhecer e controlar melhor todas as etapas do processo, aumentando a produtividade. Além de diminuir significativamente os custos com resíduos, ele ainda gera receita extra com a venda para reciclagem dos materiais, beneficiando indiretamente clientes e funcionários.
Texto de Enéias Nunes da Silva - Técnico de ensino da Escola Senai Theobaldo de Nigris
Limpeza ambiental
O mercado de solventes para indústria gráfica sente os efeitos do grande número de opções e busca a consolidação dos insumos que tratam com responsabilidade o ambiente e a saúde do trabalhador gráfico. Outro diferencial dos produtos amigos do ambiente é a preservação das máquinas gráficas.
Opção já consolidada em diversos mercados mundiais, os produtos químicos parceiros do ambiente, aqui no Brasil, ainda encontram algumas barreiras de crescimento. São poucas as empresas que verdadeiramente iniciaram o processo de troca dos insumos, em busca da baixa agressividade. Especificamente na indústria gráfica a máxima se mantém. Com exceções para grandes e, às vezes, médias empresas gráficas, a utilização de insumos destinados à manutenção e limpeza dos equipamentos gráficos prejudiciais ao ambiente e à saúde do operador ainda esbarra na falta de cuidado.
Modificar a cabeça do gráfico não é tarefa das mais simples. Toda a classe gráfica pecou por um longo período na fixa idéia do conservadorismo. Partindo do empresário até o impressor, o processo de mudança de um determinado produto utilizado há tempos é um árduo caminho persuasivo. Ainda mais quando o novo envolve valores mais elevados. Por outro lado, com o passar do tempo, também é verdade que as novas tecnologias incentivaram o empresário a fazer investimentos, o que abriu espaços para novos e modernos produtos.
Nesta reportagem, o objetivo principal é debater sobre os solventes utilizados na indústria gráfica. “O mercado gráfico vem se tornando mais exigente com o passar do tempo. Principalmente as gráficas de maior porte estão tendo mais consciência em relação ao ambiente. Trabalhamos há alguns anos nessa linha de produtos ecológicos e biodegradáveis, mas a cultura do gráfico brasileiro é complicada de ser mudada. Ele investe milhões no equipamento, mas não se preocupa com a saúde dos funcionários e com a preservação do próprio equipamento. Nas gráficas médias e pequenas, tentamos colocar a idéia do produto responsável e acredito que isso mudará, mas levará algum tempo”, arrisca Fioravante Módolo Junior, diretor comercial da Duplicopy.
Relativamente nova no mercado brasileiro, a tecnologia base água sofre também com a mudança nos valores dos produtos. “Não acredito em conservadorismo no mercado gráfico brasileiro, que acho bastante profissional. A grande dificuldade é que a tecnologia amiga da natureza é relativamente nova e cara. O gráfico aceita o novo, mas não consegue assimilar o caro. É importante lembrar que a Printcor foi uma das companhias precursoras na tecnologia do verniz à base de água no Brasil. Com relação a solventes de limpeza, a Printcor tem uma parceria com um líder mundial na produção de solventes ecologicamente corretos e fazemos a distribuição deles no mercado brasileiro”, informa Marco Zorzetto, gerente industrial da Printcor. Na opinião de José Luis Izquierdo, diretor-presidente da Divol, no Brasil as empresas nacionais recebem pouco incentivo para inovações e, por esse motivo, lançamentos de produtos que não poluam o ambiente se tornam difíceis. “A Divol lançou vários produtos menos agressivos para uso na indústria gráfica e de embalagens, tais como limpeza de rolos, chapas, numeradores, cilindros de anilox, variados tipos de sistemas de aplicação de hot melt, colas frias e descontaminantes de aparas para reciclagem de papel”, acrescenta Izquierdo.
Para a Metalgamica, que iniciou o movimento responsável há dez anos durante a Fiepag, os grandes empecilhos para a consolidação dessa linha de produtos são a adaptação e os custos envolvidos. “O que falta na realidade é o conhecimento técnico, por parte do usuário nas empresas consideradas de médio e pequeno portes, para analisar as diferenças dos produtos. No caso das grandes gráficas, além de manterem um técnico responsável pelos insumos periféricos, o próprio manual das máquinas rotativas e planas de última geração traz os produtos homologados pelos fabricantes dos sistemas de limpeza manual e automática das blanquetas e de entintamento”, observa o diretor Dacio Calvi.
De acordo com Eduardo Menegoli, diretor da Archem, é inegável que ocorreram mudanças positivas no sentido de as empresas usarem produtos menos agressivos, mas o mercado ainda está longe do ideal. “Temos uma parceria com a Diacel para a distribuição de solventes dentro do estado de São Paulo, e freqüentemente fazemos avaliações da receptividade das novas tecnologias pelo mercado. Infelizmente, certas empresas apresentam grandes dificuldades para entender as inúmeras vantagens da troca por solventes mais ecológicos. Por outro lado, a grande procura pela certificação ISO 14000 leva muitas gráficas a alterarem seus procedimentos em busca de alternativas mais adequadas”, opina Menegoli.
Solventes e álcool isopropílico, que são dos maiores vilões do mercado, não constam na linha de produtos da Heidelberg. “Lançaremos oficialmente na Expoprint 2006 a linha Saphira, que é exclusiva com a marca própria da Heidelberg. Ela engloba todos os produtos de consumo e funcionará como um O&M desenvolvido pelos fornecedores para superar as expectativas exigidas pelas máquinas da Heidelberg e de outras marcas. A própria solução de fontes da Heidelberg reduz a utilização do álcool isopropílico”, avisa Marcos Roque, gerente de consumíveis da Heidelberg.
Atentar para as tendências de mercado e galgar passos mais largos à frente da concorrência são objetivos da Druck Chemie. “Os produtos Druck Chemie são desenvolvidos dentro das rigorosas normas ambientais e trabalhistas da Alemanha e seguem os critérios dos fabricantes de máquinas impressoras. Após extensivos testes e fases experimentais, o produto resulta em forte poder de limpeza e baixo consumo, com certificados emitidos pela Fogra (Graphic Technology Research Association) e fabricantes de máquinas. Esses processos garantem a compatibilidade perfeita e ótimos resultados”, atesta Mauricio Nakata, analista técnico da Druck Chemie e instrutor offset do Senai.
Ganhos na prática
Falar em aumento de custo implica comprovar quais as vantagens que um produto responsável proporciona. Em primeiro lugar é preciso levar em consideração que se comparado o investimento feito numa máquina impressora com os valores dispensados nos insumos que a alimenta, a diferença é gritante. Provavelmente os valores, durante os longos anos de utilização do equipamento, nunca serão equiparados. “Os custos de insumos gráficos, incluída toda a linha de produtos químicos utilizados, é inferior a 1% do preço do orçamento. Há uma briga para reduzir valores naquilo que muitas gráficas nem sequer colocam como custo. Das gráficas, 90% não colocam os produtos químicos como custo de matéria-prima e, no entanto, se preocupam em diminuir o que representa 1%. É nesses centavos que o gráfico quer economizar, usando produtos de baixa qualidade, que não preservam o equipamento e poluem o ambiente”, diz Módolo.
Nakata compartilha o mesmo pensamento: “Existem muitos empresários gráficos que ainda compram por preço e esquecem do produto final. Quando se utiliza solvente adequado, os rolos, as blanquetas e as máquinas atingem facilmente sua vida útil, podendo até ser prolongada. Assim é possível evitar trocas, manutenção e paradas de máquinas. O empresário gráfico tem muito a ganhar com o uso de solventes menos agressivos. Os resultados de impressão dependem muito das condições dos rolos e blanquetas. Para mantê-los em bom estado é necessário o uso de solventes adequados, que resultarão numa melhor manutenção de todo o equipamento gráfico.” Palestras e treinamentos oferecidos pelos fabricantes são ótimas formas de mostrar ao mercado todas as vantagens. “O solvente menos agressivo, além de proporcionar uma grande melhoria no ambiente de trabalho, reduz problemas de saúde ocupacional, aumentando consideravelmente a vida útil de vários componentes das impressoras. Se forem avaliadas todas as variáveis resultantes da mudança, poderemos ver que os benefícios foram consideráveis. Freqüentemente, tanto a Diacel como a Archem promovem treinamentos regulares para clientes, vendedores e representantes. O objetivo desses treinamentos é levar o máximo de informações aos impressores sobre os prejuízos que o uso de solventes inadequados poderá causar aos usuários e aos equipamentos operados por eles”, completa Menegoli.
Uma questão interessante levantada por Sérgio Roberto Chelotti, supervisor de vendas da Duplicopy, é que essa geração de gráficos e fornecedores conheceu os caminhos da indústria gráfica desde a tipografia até a impressão digital. Evoluir significa caminhar em novos mercados com novas alternativas de insumos. “Antigamente o gráfico recebia um papel como ordem de serviço. Hoje todo o processo é conduzido pela informática. Há uma preocupação em aprender a lidar com equipamentos novos, manipular um computador e isso abre espaço para novas alternativas, como é o caso dos produtos ecologicamente corretos. Hoje, a Duplicopy aposta todas as suas fichas no trabalho de conscientização do cliente. Viajamos o Brasil inteiro mostrando as vantagens e orientando sobre o uso e a aplicação do produto. Quando comparados produtos de alta qualidade, a diferença em relação a preço é muito pequena. Por isso, temos que diferenciar a parte de assistência técnica, treinamento e informações. É nisso que apostamos nos últimos anos e é um dos motivos que nos levaram à conquista de mercado”, afirma.
Por outro lado, Izquierdo crê que o gráfico é acomodado a seus sistemas, em sua maioria, arcaicos. “Renovar, trocar, perder tempo com aprendizado e ensinamentos não estão no caminho dos gráficos nem dos empresários. A Divol deu muita assistência e palestras sem retorno algum, o que nos levou à redução financeira. O campo de vendas de solventes é grande, por isso é preciso manter a qualidade nos produtos”, conta. Independentemente da falta da participação dos próprios interessados, continuar com prestação de serviços após a venda dos insumos é vital. “A utilização de solventes corretos pode diminuir os custos com manutenção, seguro, redução de set-up e maior vida útil das blanquetas e sistemas de tintagem. Nossos técnicos e vendedores técnicos visitam periodicamente os clientes levando informações necessárias para que a cada dia o usuário final possa analisar a ficha técnica de cada produto. Ao analisar o manual técnico, o usuário pode comprar o produto ideal para seu equipamento”, justifica Calvi.
Além do departamento de assistência técnica, que ministra palestras e treinamento sobe temas de interesse do mercado gráfico, a Printcor, quando a pauta é solvente de limpeza, decidiu dividir o mercado. “Gráficas modernas, localizadas em grandes centros ou com grande facilidade na compra de solventes, possuem maior acesso a produtos de tecnologia ecológica. Já as pequenas, localizadas em lugares de difícil acesso, utilizam gasolina, querosene, nafta ou o que tiverem à mão. A oferta no mercado gráfico brasileiro é hoje muito maior do que a demanda. Isso obriga as gráficas a ajustes drásticos em seus custos e os solventes de limpeza não escapam. O grande ganho obtido é a saúde no trabalho e uma melhor manutenção e preservação dos equipamentos e dos insumos gráficos. A preservação é de grande importância, mas, lamentavelmente, ainda está longe da nossa realidade. A única perda seria econômica, e soma-se a isso a necessária vontade de se adaptar aos novos produtos”, ressalta Zorzetto.
Tecnologia digital: parceira ou adversária?
Passada a fase de experiências na área digital - hoje uma realidade consolidada no mercado gráfico brasileiro -, a dúvida que paira no ar é a redução ou não na utilização de insumos gráficos. “Neste momento acho que não, mas no futuro, dependendo da evolução nas formulações das tintas e blanquetas, acredito que seja possível utilizar outro tipo de produto para o processo de limpeza durante o processo de impressão”, opina Calvi. Reduzir talvez, eliminar não. “O uso do solvente poderá ser muito reduzido, mas a eliminação será difícil. Mesmo em processos digitais, como as impressoras DI, o uso de solventes é essencial. Por mais digital que possa evoluir o processo, sempre terá algo a limpar com a ajuda dos solventes”, defende Nakata.
Independentemente das previsões de redução ou manutenção no consumo de químicos, a Duplicopy inaugurará uma nova fábrica de químicos em São Paulo. “A tendência é diminuir o número de insumos ou até mudar as alternativas. Conquistar mais clientes e aumentar a produção, atendendo as necessidades do mercado, apoiados em pesquisas e desenvolvimentos, são ações diferenciais no mercado” frisa Módolo. Na visão de Zorzetto, o solvente pode ter uma drástica diminuição em seu volume devido às novas tecnologias de pré-impressão, mas com relação ao processo de impressão ainda não existe possibilidade de eliminação.
Quando evolui, a indústria gráfica acaba deixando para trás alguns conceitos ou modelos de funcionamento. “As tecnologias digitais evoluem muito rapidamente. É bem provável que os processos digitais substituam gradativamente a impressão offset convencional em poucos anos. Acreditamos que os sistemas de baixas tiragens serão substituídos em primeiro lugar. As grandes tiragens levarão um tempo maior. É óbvio que essas mudanças resultarão numa transformação profunda nos tipos de insumos que serão utilizados”, opina Inaldo Ribeiro, gerente de marketing da Diacel. O gerente de consumíveis da Heidelberg acredita que a grande tendência é a redução da demanda de filmes no Brasil. “O que a gente vê em fóruns e reuniões é a grande mudança da linha analógica para a linha digital. Antes, quando se falava em digital, tínhamos só a linha térmica e hoje já é possível abrir para a linha prata, que é a violeta prata, e a grande vedete do mercado, que é linha fotopolímera. Começamos a vender, cada vez mais, tecnologia digital na linha fotopolímera.”
Para Janaina de Souza Costa, engenheira química da Duplicopy, a tendência é diminuir acompanhando a evolução da indústria gráfica. “Diminuindo toda a área de fotolito, a demanda de químicos diminuirá. Um dia, a indústria gráfica poderá revelar uma chapa com água. A partir do momento em que uma empresa conseguir desenvolver chapas de revelação fácil, nós desenvolveremos um produto para revelação fácil, agregando valores a ele. Essa redução no uso de químicos é só daqui a 20 ou 30 anos; enquanto isso, precisamos atender nossos clientes”, opina.
Mercado e suas peculiaridades
Alta concorrência, infinitas ofertas e produtos de baixa qualidade são os ingredientes do setor de solventes para a indústria gráfica. Muitas vezes, é difícil concorrer com insumos fora de padrões mínimos exigidos para a manutenção da qualidade. Consciência ambiental e ética não se conquistam, são exercidas no cotidiano. “A própria evolução do mercado consumidor, mais exigente, provoca uma seleção natural dos fornecedores. As empresas produtoras deverão melhorar sua competência, cercar-se de laudos e certificações, entrar em sintonia com o estado da arte e prestar um excelente serviço aos clientes para permanecer no mercado”, sustenta o gerente de marketing da Diacel.
Saturado? Como assim? “Hoje, os fabricantes de solventes que ainda não atuam no ramo gráfico querem participar da competitividade desse mercado. Para o gráfico, essa realidade não é boa, pois solventes pesados, voltados às indústrias pesadas, como a siderúrgica, acabam entrando com bons preços no mercado gráfico por meio de distribuidores”, observa Nakata. Mudanças nos últimos anos também foram sentidas nesse segmento: “A venda de solventes para o mercado gráfico brasileiro teve uma mudança enorme nos últimos 10 ou 15 anos com a entrada no mercado de grandes grupos fabricantes de solventes de limpeza que atuam também em outros mercados. Antes, os fabricantes de tinta forneciam esses produtos; hoje o mercado está dividido. Com certeza, pelo volume envolvido, no futuro as companhias especializadas deverão ter o mercado nas mãos”, destaca Zorzetto.
Para finalizar, Ribeiro, diz que o mercado se encontra em processo de mudança. “Mas como existe um acervo imenso de equipamentos offset convencionais operando e outros novos sendo produzidos, entendemos que a transição para o sistema digital não deverá ser tão rápida. Os fabricantes dos equipamentos digitais ainda terão que superar essa barreira. De qualquer maneira, estamos continuamente à procura de novas tecnologias que tenham propriedades mais ecológicas, que melhorem a performance e segurança, facilitando o trabalho do impressor.”
Por Fábio Sabbag - da GraphPrint
Opção já consolidada em diversos mercados mundiais, os produtos químicos parceiros do ambiente, aqui no Brasil, ainda encontram algumas barreiras de crescimento. São poucas as empresas que verdadeiramente iniciaram o processo de troca dos insumos, em busca da baixa agressividade. Especificamente na indústria gráfica a máxima se mantém. Com exceções para grandes e, às vezes, médias empresas gráficas, a utilização de insumos destinados à manutenção e limpeza dos equipamentos gráficos prejudiciais ao ambiente e à saúde do operador ainda esbarra na falta de cuidado.
Modificar a cabeça do gráfico não é tarefa das mais simples. Toda a classe gráfica pecou por um longo período na fixa idéia do conservadorismo. Partindo do empresário até o impressor, o processo de mudança de um determinado produto utilizado há tempos é um árduo caminho persuasivo. Ainda mais quando o novo envolve valores mais elevados. Por outro lado, com o passar do tempo, também é verdade que as novas tecnologias incentivaram o empresário a fazer investimentos, o que abriu espaços para novos e modernos produtos.
Nesta reportagem, o objetivo principal é debater sobre os solventes utilizados na indústria gráfica. “O mercado gráfico vem se tornando mais exigente com o passar do tempo. Principalmente as gráficas de maior porte estão tendo mais consciência em relação ao ambiente. Trabalhamos há alguns anos nessa linha de produtos ecológicos e biodegradáveis, mas a cultura do gráfico brasileiro é complicada de ser mudada. Ele investe milhões no equipamento, mas não se preocupa com a saúde dos funcionários e com a preservação do próprio equipamento. Nas gráficas médias e pequenas, tentamos colocar a idéia do produto responsável e acredito que isso mudará, mas levará algum tempo”, arrisca Fioravante Módolo Junior, diretor comercial da Duplicopy.
Relativamente nova no mercado brasileiro, a tecnologia base água sofre também com a mudança nos valores dos produtos. “Não acredito em conservadorismo no mercado gráfico brasileiro, que acho bastante profissional. A grande dificuldade é que a tecnologia amiga da natureza é relativamente nova e cara. O gráfico aceita o novo, mas não consegue assimilar o caro. É importante lembrar que a Printcor foi uma das companhias precursoras na tecnologia do verniz à base de água no Brasil. Com relação a solventes de limpeza, a Printcor tem uma parceria com um líder mundial na produção de solventes ecologicamente corretos e fazemos a distribuição deles no mercado brasileiro”, informa Marco Zorzetto, gerente industrial da Printcor. Na opinião de José Luis Izquierdo, diretor-presidente da Divol, no Brasil as empresas nacionais recebem pouco incentivo para inovações e, por esse motivo, lançamentos de produtos que não poluam o ambiente se tornam difíceis. “A Divol lançou vários produtos menos agressivos para uso na indústria gráfica e de embalagens, tais como limpeza de rolos, chapas, numeradores, cilindros de anilox, variados tipos de sistemas de aplicação de hot melt, colas frias e descontaminantes de aparas para reciclagem de papel”, acrescenta Izquierdo.
Para a Metalgamica, que iniciou o movimento responsável há dez anos durante a Fiepag, os grandes empecilhos para a consolidação dessa linha de produtos são a adaptação e os custos envolvidos. “O que falta na realidade é o conhecimento técnico, por parte do usuário nas empresas consideradas de médio e pequeno portes, para analisar as diferenças dos produtos. No caso das grandes gráficas, além de manterem um técnico responsável pelos insumos periféricos, o próprio manual das máquinas rotativas e planas de última geração traz os produtos homologados pelos fabricantes dos sistemas de limpeza manual e automática das blanquetas e de entintamento”, observa o diretor Dacio Calvi.
De acordo com Eduardo Menegoli, diretor da Archem, é inegável que ocorreram mudanças positivas no sentido de as empresas usarem produtos menos agressivos, mas o mercado ainda está longe do ideal. “Temos uma parceria com a Diacel para a distribuição de solventes dentro do estado de São Paulo, e freqüentemente fazemos avaliações da receptividade das novas tecnologias pelo mercado. Infelizmente, certas empresas apresentam grandes dificuldades para entender as inúmeras vantagens da troca por solventes mais ecológicos. Por outro lado, a grande procura pela certificação ISO 14000 leva muitas gráficas a alterarem seus procedimentos em busca de alternativas mais adequadas”, opina Menegoli.
Solventes e álcool isopropílico, que são dos maiores vilões do mercado, não constam na linha de produtos da Heidelberg. “Lançaremos oficialmente na Expoprint 2006 a linha Saphira, que é exclusiva com a marca própria da Heidelberg. Ela engloba todos os produtos de consumo e funcionará como um O&M desenvolvido pelos fornecedores para superar as expectativas exigidas pelas máquinas da Heidelberg e de outras marcas. A própria solução de fontes da Heidelberg reduz a utilização do álcool isopropílico”, avisa Marcos Roque, gerente de consumíveis da Heidelberg.
Atentar para as tendências de mercado e galgar passos mais largos à frente da concorrência são objetivos da Druck Chemie. “Os produtos Druck Chemie são desenvolvidos dentro das rigorosas normas ambientais e trabalhistas da Alemanha e seguem os critérios dos fabricantes de máquinas impressoras. Após extensivos testes e fases experimentais, o produto resulta em forte poder de limpeza e baixo consumo, com certificados emitidos pela Fogra (Graphic Technology Research Association) e fabricantes de máquinas. Esses processos garantem a compatibilidade perfeita e ótimos resultados”, atesta Mauricio Nakata, analista técnico da Druck Chemie e instrutor offset do Senai.
Ganhos na prática
Falar em aumento de custo implica comprovar quais as vantagens que um produto responsável proporciona. Em primeiro lugar é preciso levar em consideração que se comparado o investimento feito numa máquina impressora com os valores dispensados nos insumos que a alimenta, a diferença é gritante. Provavelmente os valores, durante os longos anos de utilização do equipamento, nunca serão equiparados. “Os custos de insumos gráficos, incluída toda a linha de produtos químicos utilizados, é inferior a 1% do preço do orçamento. Há uma briga para reduzir valores naquilo que muitas gráficas nem sequer colocam como custo. Das gráficas, 90% não colocam os produtos químicos como custo de matéria-prima e, no entanto, se preocupam em diminuir o que representa 1%. É nesses centavos que o gráfico quer economizar, usando produtos de baixa qualidade, que não preservam o equipamento e poluem o ambiente”, diz Módolo.
Nakata compartilha o mesmo pensamento: “Existem muitos empresários gráficos que ainda compram por preço e esquecem do produto final. Quando se utiliza solvente adequado, os rolos, as blanquetas e as máquinas atingem facilmente sua vida útil, podendo até ser prolongada. Assim é possível evitar trocas, manutenção e paradas de máquinas. O empresário gráfico tem muito a ganhar com o uso de solventes menos agressivos. Os resultados de impressão dependem muito das condições dos rolos e blanquetas. Para mantê-los em bom estado é necessário o uso de solventes adequados, que resultarão numa melhor manutenção de todo o equipamento gráfico.” Palestras e treinamentos oferecidos pelos fabricantes são ótimas formas de mostrar ao mercado todas as vantagens. “O solvente menos agressivo, além de proporcionar uma grande melhoria no ambiente de trabalho, reduz problemas de saúde ocupacional, aumentando consideravelmente a vida útil de vários componentes das impressoras. Se forem avaliadas todas as variáveis resultantes da mudança, poderemos ver que os benefícios foram consideráveis. Freqüentemente, tanto a Diacel como a Archem promovem treinamentos regulares para clientes, vendedores e representantes. O objetivo desses treinamentos é levar o máximo de informações aos impressores sobre os prejuízos que o uso de solventes inadequados poderá causar aos usuários e aos equipamentos operados por eles”, completa Menegoli.
Uma questão interessante levantada por Sérgio Roberto Chelotti, supervisor de vendas da Duplicopy, é que essa geração de gráficos e fornecedores conheceu os caminhos da indústria gráfica desde a tipografia até a impressão digital. Evoluir significa caminhar em novos mercados com novas alternativas de insumos. “Antigamente o gráfico recebia um papel como ordem de serviço. Hoje todo o processo é conduzido pela informática. Há uma preocupação em aprender a lidar com equipamentos novos, manipular um computador e isso abre espaço para novas alternativas, como é o caso dos produtos ecologicamente corretos. Hoje, a Duplicopy aposta todas as suas fichas no trabalho de conscientização do cliente. Viajamos o Brasil inteiro mostrando as vantagens e orientando sobre o uso e a aplicação do produto. Quando comparados produtos de alta qualidade, a diferença em relação a preço é muito pequena. Por isso, temos que diferenciar a parte de assistência técnica, treinamento e informações. É nisso que apostamos nos últimos anos e é um dos motivos que nos levaram à conquista de mercado”, afirma.
Por outro lado, Izquierdo crê que o gráfico é acomodado a seus sistemas, em sua maioria, arcaicos. “Renovar, trocar, perder tempo com aprendizado e ensinamentos não estão no caminho dos gráficos nem dos empresários. A Divol deu muita assistência e palestras sem retorno algum, o que nos levou à redução financeira. O campo de vendas de solventes é grande, por isso é preciso manter a qualidade nos produtos”, conta. Independentemente da falta da participação dos próprios interessados, continuar com prestação de serviços após a venda dos insumos é vital. “A utilização de solventes corretos pode diminuir os custos com manutenção, seguro, redução de set-up e maior vida útil das blanquetas e sistemas de tintagem. Nossos técnicos e vendedores técnicos visitam periodicamente os clientes levando informações necessárias para que a cada dia o usuário final possa analisar a ficha técnica de cada produto. Ao analisar o manual técnico, o usuário pode comprar o produto ideal para seu equipamento”, justifica Calvi.
Além do departamento de assistência técnica, que ministra palestras e treinamento sobe temas de interesse do mercado gráfico, a Printcor, quando a pauta é solvente de limpeza, decidiu dividir o mercado. “Gráficas modernas, localizadas em grandes centros ou com grande facilidade na compra de solventes, possuem maior acesso a produtos de tecnologia ecológica. Já as pequenas, localizadas em lugares de difícil acesso, utilizam gasolina, querosene, nafta ou o que tiverem à mão. A oferta no mercado gráfico brasileiro é hoje muito maior do que a demanda. Isso obriga as gráficas a ajustes drásticos em seus custos e os solventes de limpeza não escapam. O grande ganho obtido é a saúde no trabalho e uma melhor manutenção e preservação dos equipamentos e dos insumos gráficos. A preservação é de grande importância, mas, lamentavelmente, ainda está longe da nossa realidade. A única perda seria econômica, e soma-se a isso a necessária vontade de se adaptar aos novos produtos”, ressalta Zorzetto.
Tecnologia digital: parceira ou adversária?
Passada a fase de experiências na área digital - hoje uma realidade consolidada no mercado gráfico brasileiro -, a dúvida que paira no ar é a redução ou não na utilização de insumos gráficos. “Neste momento acho que não, mas no futuro, dependendo da evolução nas formulações das tintas e blanquetas, acredito que seja possível utilizar outro tipo de produto para o processo de limpeza durante o processo de impressão”, opina Calvi. Reduzir talvez, eliminar não. “O uso do solvente poderá ser muito reduzido, mas a eliminação será difícil. Mesmo em processos digitais, como as impressoras DI, o uso de solventes é essencial. Por mais digital que possa evoluir o processo, sempre terá algo a limpar com a ajuda dos solventes”, defende Nakata.
Independentemente das previsões de redução ou manutenção no consumo de químicos, a Duplicopy inaugurará uma nova fábrica de químicos em São Paulo. “A tendência é diminuir o número de insumos ou até mudar as alternativas. Conquistar mais clientes e aumentar a produção, atendendo as necessidades do mercado, apoiados em pesquisas e desenvolvimentos, são ações diferenciais no mercado” frisa Módolo. Na visão de Zorzetto, o solvente pode ter uma drástica diminuição em seu volume devido às novas tecnologias de pré-impressão, mas com relação ao processo de impressão ainda não existe possibilidade de eliminação.
Quando evolui, a indústria gráfica acaba deixando para trás alguns conceitos ou modelos de funcionamento. “As tecnologias digitais evoluem muito rapidamente. É bem provável que os processos digitais substituam gradativamente a impressão offset convencional em poucos anos. Acreditamos que os sistemas de baixas tiragens serão substituídos em primeiro lugar. As grandes tiragens levarão um tempo maior. É óbvio que essas mudanças resultarão numa transformação profunda nos tipos de insumos que serão utilizados”, opina Inaldo Ribeiro, gerente de marketing da Diacel. O gerente de consumíveis da Heidelberg acredita que a grande tendência é a redução da demanda de filmes no Brasil. “O que a gente vê em fóruns e reuniões é a grande mudança da linha analógica para a linha digital. Antes, quando se falava em digital, tínhamos só a linha térmica e hoje já é possível abrir para a linha prata, que é a violeta prata, e a grande vedete do mercado, que é linha fotopolímera. Começamos a vender, cada vez mais, tecnologia digital na linha fotopolímera.”
Para Janaina de Souza Costa, engenheira química da Duplicopy, a tendência é diminuir acompanhando a evolução da indústria gráfica. “Diminuindo toda a área de fotolito, a demanda de químicos diminuirá. Um dia, a indústria gráfica poderá revelar uma chapa com água. A partir do momento em que uma empresa conseguir desenvolver chapas de revelação fácil, nós desenvolveremos um produto para revelação fácil, agregando valores a ele. Essa redução no uso de químicos é só daqui a 20 ou 30 anos; enquanto isso, precisamos atender nossos clientes”, opina.
Mercado e suas peculiaridades
Alta concorrência, infinitas ofertas e produtos de baixa qualidade são os ingredientes do setor de solventes para a indústria gráfica. Muitas vezes, é difícil concorrer com insumos fora de padrões mínimos exigidos para a manutenção da qualidade. Consciência ambiental e ética não se conquistam, são exercidas no cotidiano. “A própria evolução do mercado consumidor, mais exigente, provoca uma seleção natural dos fornecedores. As empresas produtoras deverão melhorar sua competência, cercar-se de laudos e certificações, entrar em sintonia com o estado da arte e prestar um excelente serviço aos clientes para permanecer no mercado”, sustenta o gerente de marketing da Diacel.
Saturado? Como assim? “Hoje, os fabricantes de solventes que ainda não atuam no ramo gráfico querem participar da competitividade desse mercado. Para o gráfico, essa realidade não é boa, pois solventes pesados, voltados às indústrias pesadas, como a siderúrgica, acabam entrando com bons preços no mercado gráfico por meio de distribuidores”, observa Nakata. Mudanças nos últimos anos também foram sentidas nesse segmento: “A venda de solventes para o mercado gráfico brasileiro teve uma mudança enorme nos últimos 10 ou 15 anos com a entrada no mercado de grandes grupos fabricantes de solventes de limpeza que atuam também em outros mercados. Antes, os fabricantes de tinta forneciam esses produtos; hoje o mercado está dividido. Com certeza, pelo volume envolvido, no futuro as companhias especializadas deverão ter o mercado nas mãos”, destaca Zorzetto.
Para finalizar, Ribeiro, diz que o mercado se encontra em processo de mudança. “Mas como existe um acervo imenso de equipamentos offset convencionais operando e outros novos sendo produzidos, entendemos que a transição para o sistema digital não deverá ser tão rápida. Os fabricantes dos equipamentos digitais ainda terão que superar essa barreira. De qualquer maneira, estamos continuamente à procura de novas tecnologias que tenham propriedades mais ecológicas, que melhorem a performance e segurança, facilitando o trabalho do impressor.”
Por Fábio Sabbag - da GraphPrint
sexta-feira, 16 de março de 2007
EFI apresenta tinta solvente baseada em milho
BioVu estará disponível para impressora VUTEk 3360
A EFI passará a oferecer ao mercado brasileiro as tintas VUTEk BioVu, baseadas em solventes produzidas a partir de milho. Inicialmente, o produto só estará disponível para a impressora solvente VUTEk 3360, mas a empresa pretende estender o seu uso para outros modelos até o fim deste ano.
Segundo a empresa, o uso da tinta BioVu proporciona redução de odor do material impresso e ambiente de trabalho mais confortável aos operadores. Na comparação com tintas à base d’água, por exemplo, a vantagem é que permite maior gama de aplicações. O produto tem o reconhecimento da agência norte-americana de proteção ao meio ambiente, a EPA.
Fonte: Printcom World
A EFI passará a oferecer ao mercado brasileiro as tintas VUTEk BioVu, baseadas em solventes produzidas a partir de milho. Inicialmente, o produto só estará disponível para a impressora solvente VUTEk 3360, mas a empresa pretende estender o seu uso para outros modelos até o fim deste ano.
Segundo a empresa, o uso da tinta BioVu proporciona redução de odor do material impresso e ambiente de trabalho mais confortável aos operadores. Na comparação com tintas à base d’água, por exemplo, a vantagem é que permite maior gama de aplicações. O produto tem o reconhecimento da agência norte-americana de proteção ao meio ambiente, a EPA.
Fonte: Printcom World
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